terça-feira, 30 de junho de 2026

QUERO CORPO NA MINHA COMIDA

por Simone de Paula

Este  trabalho  é  uma  articulação  entre  antropofagia  e  erotismo,  pensados  como  operações  da constituição do sujeito, pelo viés da psicanálise. A relação entre Eu e Outro se estabelece através de  encontros  e  desencontros  dos  corpos,  que  podem  ser  os  corpos  reais,  nos  primeiros momentos  da  infância,  mas  também  todos  os  derivados  e  substitutos  dos  corpos  que possibilitam  a  materialidade  simbólica,  como  a  comida,  por  exemplo.  O  que  o  corpo  de  um absorve  do  corpo  do  outro, através  do  alimento?  Como  a  linguagem  transmite  mais  do  que palavras, criando saber, afeto e memória? Como a comida se tornou um fetiche na cultura? A comida,  enquanto  objeto,  se exibe, apela ao  desejo.  Ela  se  porta  como  um elemento  do paradigma  da  vida  saudável, dentro  dos  limites, mas também insiste  no gozo, seja nos transtornos  alimentares, que  se  proliferam, ou nos excessivos vídeos de distorções  dos alimentos. Pergunta-se: o que um corpo suporta?


Confira o texto completo no link: https://revistas.pucsp.br/index.php/leituraflutuante/issue/view/3226

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