por Simone de Paula
Este trabalho é uma articulação entre antropofagia e erotismo, pensados como operações da constituição do sujeito, pelo viés da psicanálise. A relação entre Eu e Outro se estabelece através de encontros e desencontros dos corpos, que podem ser os corpos reais, nos primeiros momentos da infância, mas também todos os derivados e substitutos dos corpos que possibilitam a materialidade simbólica, como a comida, por exemplo. O que o corpo de um absorve do corpo do outro, através do alimento? Como a linguagem transmite mais do que palavras, criando saber, afeto e memória? Como a comida se tornou um fetiche na cultura? A comida, enquanto objeto, se exibe, apela ao desejo. Ela se porta como um elemento do paradigma da vida saudável, dentro dos limites, mas também insiste no gozo, seja nos transtornos alimentares, que se proliferam, ou nos excessivos vídeos de distorções dos alimentos. Pergunta-se: o que um corpo suporta?
Confira o texto completo no link: https://revistas.pucsp.br/index.php/leituraflutuante/issue/view/3226
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