sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Consciência Negra

Hoje é dia da consciência negra - 20 de novembro.
Aproveitando o convite do site feminino, resolvi descrever os orixás femininos africanos, como forma de refletir o quanto os temos incorporados, afinal, nós brasileiros, culturalmente, somos 30% africanos.

Segundo o wikipedia:
"Na mitologia yoruba, Olorun é o deus supremo do povo yoruba, que criou as divindades chamadas Orixás, guardiões dos elementos da natureza, para representar todos os seus domínios aqui no aye. (em yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha). Também existem orixás intermediários entre os homens e o Deus africano, mas não são considerados deuses, são considerados ancestrais divinizados após à morte. Cultuados no Brasil, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, México e Venezuela.
Na mitologia há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra").
Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô)."

Os orixás femininos são:

* Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do rio Níger
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oy%C3%A1
* Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e protetora dos recém nascidos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxum
* Iemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos orixás.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Iemanja
* Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nan%C3%A3
* Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Yew%C3%A1
* Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ob%C3%A1
* Axabó, orixá feminino da família de Xangô.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Axab%C3%B3
* Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Iyami-Aj%C3%A9

Site Feminino

Esta semana fui convidada para colaborar com um novo site feminino que almeja elevar a auto-estima das mulheres.
Fico feliz em colaborar, especialmente afastando os estereótipos e atalhos de auto-ajuda, possibilitando as mulheres refletirem sobre o que é 'ser mulher'.
Bom, vamos ver no que vai dar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Claude Lévi-Strauss 1908-2009


Triste notícia desta semana: 'morreu Claude Lévi-Strauss'
Pensamento fundamental para as ciências humanas no século XX e que permanecerá no XXI.
Durante meus estudos de Comunicação, seus textos eram lidos com um enfoque.
Hoje, com a Psicanálise, os vejo com outro olhar, e sinceramente, com muito mais respeito, admiração e fascinação... coisas da maturidade, sem dúvida.
Para quem quiser saber mais, alguns links abaixo.
Na internet também encontramos alguns de seus livros em arquivo digital, para ler e pensar.

Morreu na noite de sábado (31) o antropólogo e etnólogo belga Claude Lévi-Strauss, fundador do Estruturalismo, linha que revolucionou a abordagem sobre as relações sociais e cujos estudos tiveram bases no Brasil. A morte foi anunciada ontem pela assessoria da EHSS (Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, em português, Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais). Lévi-Strauss, que vivia em Paris, completaria 101 anos no dia 28.

Filho de pais franceses e judeus, o intelectual se mudou para a França com 1 ano. A carreira acadêmica começou na Sorbonne, onde estudou Filosofia. Assim como outros humanistas franceses, foi convidado, em 1935, para compor o corpo docente da recém-inaugurada USP (Universidade de São Paulo). Ocupou a cadeira de Sociologia por três anos até decidir partir em missão etnográfica pelo interior do Brasil, ao lado da primeira mulher, Dina Dreyfus, que também era etnóloga.

As missões pelo Norte e Centro-Oeste brasileiros duraram um ano. De volta à França em 1939, foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Obteve dispensa no ano seguinte por conta de sua ascendência judaica. Depois da guerra e de um breve período como refugiado nos Estados Unidos, Lévi-Strauss defendeu na Sorbonne, em 1948, a tese As Estruturas Fundamentais de Parentesco, publicada um ano depois e responsável por modificar de maneira definitiva o estudo das Ciências Humanas nesse século.

A partir das observações feitas em solo brasileiro, Lévi-Strauss propôs as relações de filiação e residência como novos eixos para analisar o homem em sua esfera social. Levou em conta mitos, organização familiar e hábitos alimentares, entre outros aspectos. Pelo estudo, as diferentes culturas não se criariam por obra do acaso, mas, sim, obedeceriam a uma ordem. A corrente ainda é base de estudo nas principais universidades.

Em 1955, com a publicação de "Tristes Trópicos", em que narra o período em que esteve no Brasil, Lévi-Strauss ampliou seu pensamento para além dos círculos acadêmicos. O livro é considerado sua autobiografia intelectual. Em 1973, foi o primeiro antropólogo eleito para a Academia Francesa.

Ângela Corrêa - Do Diário do Grande ABC
http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=4&id=5775952&titulo=Claude+Levi-Strauss+1908-2009

http://pt.wikipedia.org/wiki/Claude_Levi-Strauss
*imagem do post nesse link: 'Levi-Strauss by Pablo Secca'

http://pontolacaniano.wordpress.com/2009/11/04/morre-aos-100-anos-levis-strauss/


http://viafreud.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Viviane Mosé

Sugestão da minha querida amiga Maria Laura em resposta ao post de hoje.

"quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele soprando sulcos na pele soprando sulcos?


o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma


(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)


acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim


e por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás

um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos

acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando
"

Viviane Mosé (Psicanalista e Poeta)

A contagem do Tempo

Hoje é dia de blog, mas não estava inspirada para escrever sobre nada em especial.
Para não deixar esse lugar abandonado, pensei apenas em dizer que o tempo cronológico não pode se adequar ao tempo criativo, que funcionam em ritmos diferentes e que no caso deste blog, o que vale é a inspiração.
Para ilustrar essa questão, fui procurar algum poema que representasse o que eu tentava dizer e achei um link com inúmeros poemas magníficos sobre o tema.
Tanto aqueles que retratam o Tempo como algo cronológico, pesado, rígido e regido pelo deus mitológico Cronos, como aquele interno, relativo às percepções das sensações e emoções....
Escolhi esse para deixar aqui, mas o link é precioso e traz as agonias e benventuras desse conceito que hoje é usado com frequência para justificar nossos aceites e recusas, como se ele realmente fosse o responsável pelo Sim e Não.

"O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.
"

William Shakespeare


http://www.pensador.info/p/poemas_sobre_o_tempo/1/

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nossos ideais...



.... e nossos conflitos, angústias, medos, neuroses, frustrações....



* tiras originalmente publicadas em outubro de 1962
http://comics.com/peanuts/

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ciclo Pensamento Alemão no Século XX




Goethe-Institut São Paulo convida para:
2º Ciclo Pensamento Alemão no Século XX - Grandes protagonistas e recepção no Brasil

A Alemanha, como nenhum outro país europeu no século XX, foi o ponto de intersecção de diversos processos históricos universais: a Primeira Guerra Mundial, o nacional-socialismo, a Segunda Guerra Mundial, a divisão do país na linha de frente dos grandes blocos antagonistas da Guerra Fria, a reunificação em meio a uma situação mundial marcada pela crescente globalização. Repetidamente, ela ocupou o centro de processos históricos que atingiram o mundo como um todo; e repetidamente o pensamento alemão (ou em língua alemã) tornou-se o palco de desafios radicais para o pensamento, englobando praticamente todos os âmbitos da experiência humana.

Dando continuidade ao primeiro Ciclo (que abordou em 2007 a obra de pensadores como Freud, Weber, Heidegger, Schmitt, Benjamin, Adorno, Bloch, Arendt, Marcuse, Habermas e Luhmann), o 2º Ciclo Pensamento Alemão no Século XX apresentará a obra de outros pensadores fundamentais, que mudaram o rumo de suas disciplinas e afetaram profundamente nossa visão do mundo, do universo e de nós mesmos: Erich Auerbach, Norbert Elias, Ludwig Wittgenstein, Karl Popper, Georg Lukács, Rosa Luxemburg, Carl Gustav Jung, Wilhelm Reich, Albert Einstein e Werner Heisenberg.

Da crítica literária à física quântica, da psicologia à teoria da ciência, da política à matemática, estes pensadores deixaram marcas profundas também no pensamento brasileiro. Por isso, alguns dos mais importantes intelectuais do país discutirão a importância da obra, a atualidade das questões e a especificidade da recepção brasileira de cada um destes autores, lembrando sempre uma frase do Galileu de Brecht: “Pensar é um dos maiores prazeres da raça humana”.

Realização: Goethe-Institut São Paulo
6 de outubro a 8 de dezembro 2009, terças-feiras, às 19h
Goethe-Institut São Paulo
Rua Lisboa, 974
Entrada franca
11 3296 7000
cultura@saopaulo.goethe.org
http://www.goethe.de/ins/br/sap/ver/pt4951836v.htm


Programa
6 de outubro, 19h
Erich Auerbach: a condição humana entre a história e a filologia
Leopoldo Waizbort

13 de outubro, 19h
Elias: inovador da Sociologia Contemporânea
Sérgio Miceli

20 de outubro, 19h
Jung e a relação com o diferente
Laura Villares de Freitas

27 de outubro, 19h
Wittgenstein e a lógica da apresentação do mundo
José Arthur Giannotti

3 de novembro, 19h
Georg Lukács: autonomia e heteronomia da arte
Arlenice Almeida da Silva

10 de novembro, 19h
Rosa Luxemburg hoje: socialismo ou barbárie
Isabel Loureiro

17 de novembro, 19h
Popper: as vicissitudes do racionalismo
Jézio Hernani Bonfim Gutierre

24 de novembro, 19h
Reich: a ciência como militância
Paulo Albertini

1 de dezembro, 19h
Heisenberg: renovando o entendimento da natureza
Antonio F. R. de Toledo Piza

8 de dezembro, 19h
O difícil legado de Albert Einstein
Carlos Ourivio Escobar

Lançamento da Publicação

1. Ciclo Pensamento Alemão no Século XX – Grandes Protagonistas e Recepção no Brasil, Editora Cosac Naify
Organização: Jorge de Almeida

Perfil dos palestrantes

http://www.goethe.de/mmo/priv/5093255-STANDARD.pdf