sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Welcome to Dubai
Olha a cara de sono e alegria... Espera de 7 horas no aeroporto enorme de Dubai para embarcarmos para Delhi...
Amanhã tem mais!
Welcome to Dubai!
Depois de muitas horas de voo e cochilos intercalados de refeições, aguardamos sorridentes nosso voo para a Índia.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Rumo às Índias!
A viagem já vai começar!
Amanhã, entre 31/1/13 e 01/2/13 embarcaremos para nossa viagem incrível!
O céu tá turbinado, mas que isso não seja nada além daquilo que o destino pede para a vivência dessa experiência.
Nosso destino: Índia e Nepal, a primeira viagem exótica da minha vida. Não que minha mente já não tenha passeado por 'lugares exóticos', mas essa é parte da realidade física e prática.
Além do grupo de novos futuros amigos, guiados pelo Glauco Tavares, muitas dicas e sugestões foram surgindo, de pessoas diferentes, com estilos e olhares diversos, me oferecendo um panorama rico e interessante, já agradando minha Lua curiosa.
O mapa abaixo indica as cidades que passaremos na ordem em que viajaremos e pretendo atualizar esse blog com alguns fatos e fotos (como uma antiga publicação brasileira), mostrando meu olhar, minhas impressões e detalhes sutis que muita meditação poderá oferecer.
Mando notícias chegando lá!
Amanhã, entre 31/1/13 e 01/2/13 embarcaremos para nossa viagem incrível!
O céu tá turbinado, mas que isso não seja nada além daquilo que o destino pede para a vivência dessa experiência.
Nosso destino: Índia e Nepal, a primeira viagem exótica da minha vida. Não que minha mente já não tenha passeado por 'lugares exóticos', mas essa é parte da realidade física e prática.
Além do grupo de novos futuros amigos, guiados pelo Glauco Tavares, muitas dicas e sugestões foram surgindo, de pessoas diferentes, com estilos e olhares diversos, me oferecendo um panorama rico e interessante, já agradando minha Lua curiosa.
O mapa abaixo indica as cidades que passaremos na ordem em que viajaremos e pretendo atualizar esse blog com alguns fatos e fotos (como uma antiga publicação brasileira), mostrando meu olhar, minhas impressões e detalhes sutis que muita meditação poderá oferecer.
Mando notícias chegando lá!
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O que que se quis?
Querido,
Um desejo outrora criado, disforme e sutil que encontra no mundo objetos que lhe dão forma. Aquele a quem chamamos de querido nunca está no tempo certo, no lugar certo e nem na medida certa, pois está sempre deslocado do próprio querer de origem. O querido está sempre no passado, mas se manifesta no presente, numa palavra, numa emoção, num sentimento. Quem é meu querido eu já quis, e ainda quero e manifesto a nostalgia através da palavra que tenta prolongar algo que já não afeta mais.
Bem que se quis...
http://www.youtube.com/watch?v=SQnMgPqEVJU
Um desejo outrora criado, disforme e sutil que encontra no mundo objetos que lhe dão forma. Aquele a quem chamamos de querido nunca está no tempo certo, no lugar certo e nem na medida certa, pois está sempre deslocado do próprio querer de origem. O querido está sempre no passado, mas se manifesta no presente, numa palavra, numa emoção, num sentimento. Quem é meu querido eu já quis, e ainda quero e manifesto a nostalgia através da palavra que tenta prolongar algo que já não afeta mais.
Bem que se quis...
http://www.youtube.com/watch?v=SQnMgPqEVJU
sexta-feira, 4 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
A máquina de escrever a vida
Na semana passada, aconteceu a premiação do concurso 'doodle 4 google'. Meu marido Leandro era um dos jurados da competição entre crianças e adolescentes, que fizeram desenhos para as vinhetas do site. Outro jurado era o Ziraldo e num papo entre eles, Ziraldo conta que uma criança o tinha visto datilografando (que palavra antiga) e teria comentado: "nossa, que legal essa máquina, ela digita e imprime ao mesmo tempo". Ora, a criança via naquela máquina de escrever um aparelho bem moderno.
Mas essa breve narrativa me fez pensar nessa relação computador / máquina de escrever e numa possível analogia com a vida que pretendemos viver hoje.
Na máquina de escrever, sim você escreve e imprime ao mesmo tempo, mas o que se imprime além daquilo que se pretende dizer é o erro. O erro aparece na máquina de escrever, objeto antigo que hoje é pouco usado.
Nos computadores, é possível corrigir o erro, ocultá-lo de quem lê o impresso, mas também se oculta o erro de si mesmo. E aí que vem algo mais delicado, quando não percebemos o erro, quando ele é uma pequena e breve pedrinha no percurso, ele deixa de ter a importância que tinha, ou seja, indicar, ou imprimir, humanidade. Quem não erra é perfeito e é justamente isso que vemos diaramente, as pessoas buscando a perfeição para depois viver. É o momento perfeito, o corpo perfeito, o carro perfeito, a vida perfeita, tentando a todo custo afastar o humano do ser.
Interessante essa experiência vivida pela criança com o Ziraldo, pois na ambição de conseguir uma máquina de escrever moderna, talvez ela possa reencontrar a possibilidade de errar, coisa que hoje nem criança mais pode fazer.
Mas essa breve narrativa me fez pensar nessa relação computador / máquina de escrever e numa possível analogia com a vida que pretendemos viver hoje.
Na máquina de escrever, sim você escreve e imprime ao mesmo tempo, mas o que se imprime além daquilo que se pretende dizer é o erro. O erro aparece na máquina de escrever, objeto antigo que hoje é pouco usado.
Nos computadores, é possível corrigir o erro, ocultá-lo de quem lê o impresso, mas também se oculta o erro de si mesmo. E aí que vem algo mais delicado, quando não percebemos o erro, quando ele é uma pequena e breve pedrinha no percurso, ele deixa de ter a importância que tinha, ou seja, indicar, ou imprimir, humanidade. Quem não erra é perfeito e é justamente isso que vemos diaramente, as pessoas buscando a perfeição para depois viver. É o momento perfeito, o corpo perfeito, o carro perfeito, a vida perfeita, tentando a todo custo afastar o humano do ser.
Interessante essa experiência vivida pela criança com o Ziraldo, pois na ambição de conseguir uma máquina de escrever moderna, talvez ela possa reencontrar a possibilidade de errar, coisa que hoje nem criança mais pode fazer.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
E você, mergulha como?
Já reparou como muitas pessoas, focadas no seu narcisismo, perdem a dimensão da experiência?
Tenho pensado e falado nisso há algum tempo, pois ouço pessoas falando de situações rotineiras e banais, mesmo quando o outro a quem se referem já não faz mais parte daquele espaço onde antes era tela projetiva.
Esse tipo de funcionamento geralmente vem atrelado a alguma paixão, mas paixão por si mesmo, como bem indica o termo 'narcisismo'.
A pessoa, apaixonada pela sua fantasia, vive aquele dilema sem notar que tudo a sua volta mudou.
Falando em Narciso, ele nos serve bem aqui, pois diz a lenda que o rapaz se apaixona pela própria imagem refletida na lagoa. Esse mito traz bem declarado esse amor pela fantasia, pela própria imagem refletida naquela tela, na qual a pessoa imagina ter alguém que a olha na mais íntima e verdadeira essência.
Mas, falo aqui da experiência, e essa precisa de realidade para existir, por mais que a realidade seja subjetiva.
Voltando aos básicos, se tomarmos a história de Narciso, lembramos que, de tanto ele olhar e perguntar para aquela linda imagem quem ela era, ele se perde na própria angústia de não obter respostas e mergulha de cabeça naquela lagoa, morrendo afogado.
Voltando um pouquinho, Narciso está lá,olhando para a própria imagem, acreditando ser um outro. Mas há um outro, o Sol que ilumina aquele ambiente possibilitando a imagem refletida. Outro que está atrás, aquele que oferece a Narciso uma paixão, uma visão, mas que nunca é olhado pelo pobre rapaz apaixonado.
Ora, dando uma certa mobilidade à história, Narciso poderia ter se apegado menos às perguntas rotineiras que ele insistia em fazer e pensar no que afinal é aquele elemento no qual a imagem estava refletida.
A água distorce, a água obscurece e dá opacidade. Desconfiar daquele ambiente, daquela bela verdade, viver o material da experiência possibilitaria a Narciso uma alternativa, mais comedido, mais reflexivo, mais mental, talvez ele teria sobrevivido.
Mas aí, seria outro história, pois se Narciso mudasse de posição, não morreria no encontro ao outro. Para ver o outro, para viver a experiência em sua dimensão maior, é preciso que o narcisismo morra.
Voltando ao mergulho... você pode mergulhar de cabeça, de pé, entrar devagar na água, prender a respiração com a mão, ou não. Enfim há diversos modos de mergulhar que indicam nossa entrega à paixão. Será?
Eu mergulho de pé, mas prefiro entrar devagar na água e só depois de envolvida por aquele ambiente, ir de cabeça.
Nesse calor, ficou com água na boca?
E você, mergulha como?
Tenho pensado e falado nisso há algum tempo, pois ouço pessoas falando de situações rotineiras e banais, mesmo quando o outro a quem se referem já não faz mais parte daquele espaço onde antes era tela projetiva.
Esse tipo de funcionamento geralmente vem atrelado a alguma paixão, mas paixão por si mesmo, como bem indica o termo 'narcisismo'.
A pessoa, apaixonada pela sua fantasia, vive aquele dilema sem notar que tudo a sua volta mudou.
Falando em Narciso, ele nos serve bem aqui, pois diz a lenda que o rapaz se apaixona pela própria imagem refletida na lagoa. Esse mito traz bem declarado esse amor pela fantasia, pela própria imagem refletida naquela tela, na qual a pessoa imagina ter alguém que a olha na mais íntima e verdadeira essência.
Mas, falo aqui da experiência, e essa precisa de realidade para existir, por mais que a realidade seja subjetiva.
Voltando aos básicos, se tomarmos a história de Narciso, lembramos que, de tanto ele olhar e perguntar para aquela linda imagem quem ela era, ele se perde na própria angústia de não obter respostas e mergulha de cabeça naquela lagoa, morrendo afogado.
Voltando um pouquinho, Narciso está lá,olhando para a própria imagem, acreditando ser um outro. Mas há um outro, o Sol que ilumina aquele ambiente possibilitando a imagem refletida. Outro que está atrás, aquele que oferece a Narciso uma paixão, uma visão, mas que nunca é olhado pelo pobre rapaz apaixonado.
Ora, dando uma certa mobilidade à história, Narciso poderia ter se apegado menos às perguntas rotineiras que ele insistia em fazer e pensar no que afinal é aquele elemento no qual a imagem estava refletida.
A água distorce, a água obscurece e dá opacidade. Desconfiar daquele ambiente, daquela bela verdade, viver o material da experiência possibilitaria a Narciso uma alternativa, mais comedido, mais reflexivo, mais mental, talvez ele teria sobrevivido.
Mas aí, seria outro história, pois se Narciso mudasse de posição, não morreria no encontro ao outro. Para ver o outro, para viver a experiência em sua dimensão maior, é preciso que o narcisismo morra.
Voltando ao mergulho... você pode mergulhar de cabeça, de pé, entrar devagar na água, prender a respiração com a mão, ou não. Enfim há diversos modos de mergulhar que indicam nossa entrega à paixão. Será?
Eu mergulho de pé, mas prefiro entrar devagar na água e só depois de envolvida por aquele ambiente, ir de cabeça.
Nesse calor, ficou com água na boca?
E você, mergulha como?
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